Como fazer os seus objetivos profissionais serem mais resilientes

Como fazer os seus objetivos profissionais serem mais resilientes
12 jan 2018

Quatro perguntas para manter o seu foco e objetivos profissionais em tempos de mudanças.

Objetivos profissionais: quantas vezes você já ouviu uma meta de negócios semelhante a esta: “Nos próximos cinco anos seremos o nº 1”? Se você está começando uma startup, um departamento, uma organização muito maior ou mesmo um projeto estratégico. Para isto, definir metas e certificar-se de que essas metas serão alcançadas é uma de suas principais tarefas. Mas o cumprimento de uma meta não pode ser resiliente por si só. Esses objetivos profissionais não resistem à pressão e nem superam a adversidade para preservar sua essência. Importante! Sem que você tenha que gerenciar perfeitamente bem algumas variáveis ​​importantes. Para aumentar as suas chances de sucesso, listei quatro importantes perguntas:

Seus indicadores são sensatos?

Esta questão tem um pré-requisito, como você definiu indicadores – as medidas que você vai usar para determinar se você atingiu o seu objetivos profissionais – terão de ser memoráveis, realizáveis, rastreáveis ​​e previamente acordadas.

O aspecto do acordo é especialmente importante porque requer um processo de questionamento antes de finalmente definir um determinado indicador. Ele também envolve a negociação do objetivo a ser atingido, para que seja viável e, portanto, para que seja motivador. Os indicadores agem como um farol durante a viagem. Eles são cruciais em tempos difíceis, quando a equipe pode perder o seu caminho. Portanto, precisam ser escolhidos com um cuidado considerável. É por isso que definir o seu objetivo em termos estritamente financeiros é uma boa fórmula para o desastre. Pode levar as organizações a comprometer a ética, por exemplo.

As métricas-alvo “quando” e “com que orçamento” precisam sempre ser credivelmente contrabalançadas pelo “como”.  A empresa precisa ter indicadores sabiamente escolhidos. Se você tomar o mesmo exemplo citado, de ser o número 1 em cinco anos, e acrescentar a essa meta que isso será economicamente e também ecologicamente, será preciso atingir ambos os aspectos para obter o sucesso.

O contexto escolhido é favorável ou hostil?

Alpinistas experientes têm um senso agudo de contexto, afinal é o que garante a vida deles. Eles não se arriscam e se o tempo estiver muito ruim, são capazes de voltar para começar novamente mais tarde, ou modificam a rota, mesmo que isso exija muito mais esforço. A importância do contexto também se aplica ao negócio, porque um ambiente hostil definitivamente ameaça qualquer chance de sucesso. Tendo isso em mente, é preciso manter os fatores de interesse, que são os que influenciam a sua capacidade de alcançar a sua meta. Matenha-se na sua linha de visão, para que você aproveite todos os catalisadores e ao menos minimize o impacto dos inibidores. E este não é o único benefício. Ter um profundo nível de compreensão do contexto ao qual está inserido também é vital no processo de fazer escolhas estratégicas e reforçar as reais prioridades. 

Sua estratégia é pertinente?

Esta pergunta imediatamente desencadeia outra questão: porque se preocupar em trabalhar em estratégias sofisticadas, quando tudo ao seu redor está mudando o tempo todo? Bem, estar atento ao contexto não significa esquecer a estratégia ou mudá-la continuamente. E sim reconhecer que a pertinência do método escolhido precisa ser desafiada com mais frequência. Responder a essa pergunta exige um diagnóstico franco e um bom grau de coragem: meu plano ainda é o certo considerando a evolução do contexto? Meu plano está cumprindo as promessas? Os indicadores globais estão evoluindo como era previsto? Por exemplo, se toda a implementação está ocorrendo sem problemas pode ser bom. Mas se os indicadores não estão progredindo, a estratégia pode exigir uma renovação séria.

Sua equipe está pronta?

 Muitas coisas podem dar errado na tentativa de cumprir uma meta. Você pode ter má sorte, contexto difícil, concorrência feroz ou injusta e até mesmo uma crise financeira. A capacidade de lidar com esses desafios inevitáveis ​​dependerá da prontidão da sua equipe. Uma equipe preparada encontrará soluções. Sua equipe está alinhada? Está integrada? Possui o conhecimento necessário e a capacidade de inovação? Compreende o ecossistema em que estão inseridos e são autoconscientes? Esses elementos, explicados mais detalhadamente aqui, são fundamentais para que a sua equipe permaneça unida em tempos turbulentos.

O caso da Volkswagen Dieselgate, que aconteceu em 2015, ilustra perfeitamente a questão de testar a resiliência no seu objetivo: a descoberta de uma modificação no software de gerenciamento de motores instalado em uma série de modelos de carros para contornar os padrões de emissões de gases criou rapidamente uma crise, que foi provavelmente a maior da história da montadora.

Um stakefactor (o software da gerência do motor) mudou completamente o contexto que tinha sido previamente bastante favorável aos objetivos do grupo de transformar-se “no fabricante de automóveis principal do mundo até 2018 – econômica e ecologicamente” como indicado em seu relatório anual de 2014. No entanto, o que levou ao problema? Há apenas uma resposta para esta pergunta e só o tempo dirá, mas o relatório de 2015 já mostra ajustes significativos na forma como a meta geral é enquadrada e como ela é definida por meio de indicadores, bem como na estratégia e na composição da equipe de liderança. De certa forma, a Volkswagen parece ter reconhecido que o objetivo anterior não era resiliente.

Reflita

Sendo assim, o quanto o seus objetivos são resiliente? Aplicar as questões acima é sinal de abertura e de coragem da sua parte. Abertura significa que você continua questionando a sua meta e os indicadores ao longo da jornada de implementação e nunca aceita uma resposta como definitiva. E a coragem significa encarar a realidade. Se você estiver aberto, você pode estar alerta e ágil. Se você for corajoso, agirá com determinação e tomará decisões difíceis antes que seja tarde demais.

Texto: Marco Mancesti

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Lucas Matos

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